“Há quem prefira acreditar que é o livro quem escolhe a pessoa… o destino por assim dizer. O que está vendo aqui é a soma de séculos de livros perdidos e esquecidos, livros que estavam condenados a ser destruídos e silenciados para sempre, livros que preservam a memória e a lama de tempos e prodígios que ninguém mais lembra. Ninguém de nós, nem os mais velhos, sabe exatamente quando foi criado ou por quem.”
Costumo ler resenhas com dois propósitos distintos, explico: quando estou em dúvida se devo ou não, ler esse ou aquele livro, procuro opiniões pela internet, porque ainda que saiba que gosto, cada um tem o seu, essa ainda é uma das formas mais rápidas de tormar a decisão de "se jogar" ou não. Da mesma forma, é um hábito meu procurar resenhas de um livro o qual tenha terminado recentemente...e observar as diferentes impressões que se pode ter sobre uma mesma coisa.
E é justamente essa segunda parte que me instigou a escrever sobre O Jogo do Anjo de Carlos Ruiz Zafón. Pra minha surpresa, ao terminar esse livro e sair em busca de resenhas, só encontrei relatos negativos da obra, portanto registro aqui, o meu: pra quem não sabe, O Jogo do Anjo, faz parte da trilogia do Cemitério dos Livros Esquecidos, sendo precedido por A Sombra do Vento, um livro fantástico sobre o qual pretendo escrever, assim que encontrar as palavras certas. Não posso, sob nenhuma hipótese, julgar os leitores que não gostaram da obra, quando li Marina, do mesmo autor, não gostei e estava convencida a não ler outro livro de Zafón. No entanto, uma pessoa muito querida por mim, me fez enxergá-lo com outros olhos e me persuadiu a dar uma nova chance ao autor. Eis que acabei por ler o primeiro livro da trilogia acima mencionado e, agora, encontro-me relatando minha experiência com o segundo, louca para ler o terceiro e último: O Prisioneiro do Céu.
Então, vamos ao que interessa: a história se passa numa Barcelona cheia de mistérios e encantos que, convenhamos, só Zafón sabe criar... O protagonista, David Martín, aspirante a escritor é um jovem sofrido e solitário que, após a morte do pai, se vê sozinho no mundo e encontra a oportunidade perfeita para iniciar sua vida literária, agora, sem os julgamentos do pai, a qual foi impulsionada por Pedro Vidal, seu mentor e amigo. E, é a partir daí que a narrativa, digamos assim, se desenvolve. O rapaz conhece Andreas Corelli, homem misterioso que faz uma encomenda imusitada. Por causa dela, conhecemos Isabella, menina ingênua, aparentemente, mas de caráter forte, assim como todas as personagens femininas de Zafón, os Semperes, donos da livraria que David sempre frequentou, Clara Barceló, mulher de Pedro e tantos outros cujas histórias se cruzam. Quem leu A Sombra do Vento, encontrará velhos conhecidos e descubrirá "segredos" fantásticos a respeito de cada um, sobretudo, quanto a suas origens. Deixo assim, para que todos possam aproveitar a leitura, uma vez que os livros estão conectados e têm uma sequência estupulada, mesmo que não cronológica, podendo ser lidos de forma independente. Agora, corre lá e vai desvendar o maravilhoso mundo dos Livros Esquecidos, porque, posso garantir, esse livro é diferente de tudo que tu já lestes.

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